A humanidade marca o passar do tempo com dias, meses e anos. Estes formam décadas, que formam séculos, mas na verdade a história e a vida são marcadas e registradas por outra passagem de tempo, que independe do passar físico do tempo: as Eras. Estas vem e vão graças a criatividade do ser humano, graças a sua vontade e elas são marcadas por diversas expressões, uma delas é a arte.
A arte é a expressão maior da produção cultural de um povo e a cada tempo, a cada Era ela se modifica, ou melhor, é modificada por conta do estado de espírito daquela comunidade, daquela sociedade. Se durante o Renascimento Leonardo Da Vinci encontrou nos fios de algodão tecidos pelos teares que iriam fazer uma Revolução mais tarde o local perfeito para registrar a imagem da Burguesia e Picasso a escala preto e branco para representar o desastre da guerra, a população jovem da contemporaneidade encontrou nos muros de concreto a possibilidade de se expressar, de representar aquilo que está preso na garganta.
Muito diferente da pichação, que tem caráter destruidor, devastador, que não passa de mero vandalismo, o graffiti é arte, a arte contemporânea, que representa a vida de quem a faz – os pobres oprimidos pelo violento e devastador sistema econômico capitalista – e, além disso, tem papel fundamental para tornar o ambiente urbano, normalmente cinza, colorido, vívido, alegre.
Graffiti não é violência, ele a representa, ele cobra soluções, ele enfeita, ele revoluciona. O graffiti é a arte da vez, deste tempo, desta Era que precisa tanto de cor e que precisa dar voz aos excluídos.
Para apreciar obras de graffiti pelo mundo inteiro acesse streetartview.com
*Tema da redação da segunda fase do vestibular UNESP 2011
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