Há cerca de um mês havia um enorme alvoroço na mídia mundial por conta do discurso da presidenta Dilma na ONU e também do pedido da Autoridade Palestina para que o seu povo tenha um território reconhecido como seu, tornando-o um Estado membro da ONU.

O Estado palestino teria as fronteiras de 1967, quando começou a briga entre judeus e palestinos. A capital daquele Estado seria Jerusalém Oriental.

Os principais opositores da ideia são Israel, que teria de devolver parte de suas terras aos palestinos e seu principal aliado, os EUA responsável pela criação do Estado judeu em 1948, um dos maiores erros da ONU, que agradou a um e desagradou a outro.

Estas terras seriam a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, que é dividida por diversas religiões: muçulmanos, judeus e católicos a veneram como sagrada. Desde a guerra em 1967 Israel ocupa estas áreas que pertenciam aos palestinos.
Há um ano as discussões foram encerradas e a Autoridade Palestina passou a seguir uma nova estratégia: pedir que países reconheçam individualmente o Estado palestino. Em dezembro de 2010 o então presidente Lula reconheceu, em nome do Brasil, o Estado palestino. Agora eles querem que a ONU faça esse reconhecimento, necessário para que eles ingressem com processos em tribunais internacionais pela ocupação de seu território por forças inimigas.

Esse reconhecimento seria apenas simbólico, tendo em vista que após o final do conflito de 1967 o Conselho de Segurança da ONU pediu que as Forças israelenses saíssem do território palestino. Israel contesta a validade do decreto, por isso é improvável que Israel, apenas com a criação do Estado palestino, saia daquele local.
Atualmente meio milhão de israelenses vivem em terras palestinas: na Cisjordânia, na Faixa de Gaza e em Jerusalém Oriental. A solução seria uma espécie de troca de terras e é por isso que os palestinos querem um Estado, por acreditarem num poder de barganha maior com o reconhecimento do seu Estado.

Parece que o levante árabe da Primavera Árabe tomou conta também dos palestinos e de sua Autoridade. Yasser Arafat, em 1998 já havia pedido que países reconhecessem o Estado palestino. Cerca de 100 nações o fizeram. Porém, a ONU não o fez e também grandes países se negaram. A maioria foram países árabes comunistas ou os da América Latina, o que não gerava muita força para o reconhecimento. Agora, com o sentimento de luta e revolução renovado o povo palestino foi a ONU pedir que seu povo enfim possa viver em paz.

Isso tudo acontece por conta do erro da ONU em não criar o Estado palestino quando criara o Estado de Israel, que fora feito por conta da amizade daquele povo com a então superpotência, Estados Unidos. Todos no mundo devem viver com dignidade, sem precisar de luta armada para isso e depois da Segunda Grande Guerra a ONU fora criada para isso, para manter a paz no mundo, porém infelizmente parece que ela vem servindo apenas para defender os interesses dos países que fazem parte dela e de seu intocável Conselho de Segurança da ONU, formado pelos países mais ricos do mundo (menos pelo Brasil).
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